A segurança alimentar,
como já definido anteriormente, não depende somente de ter acesso aos alimentos,
mas também à qualidade deles.
A Constituição Federal
de 1988 afirma que a saúde é um direito social e que o Sistema Único de Saúde
(SUS) é o meio de concretização desse direito. A Lei Orgânica da Saúde, por sua
vez, afirma que a vigilância sanitária – de caráter altamente preventivo – é
uma das competências do SUS. Isso
significa que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), definido pela
Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, é um instrumento privilegiado de que o
SUS dispõe para realizar seu objetivo de prevenção e promoção da saúde.
O Sistema engloba unidades
nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – com
responsabilidades compartilhadas. No
nível federal, estão a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o
Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). No nível estadual, estão o órgão de
vigilância sanitária e o Laboratório Central (Lacen) de cada uma das 27
Unidades da Federação. No nível municipal, estão os serviços de VISA dos 5561
municípios brasileiros, muitos dos quais ainda em fase de organização.
Participam
indiretamente do Sistema: Conselhos de Saúde e Conselhos de Secretários de
Saúde. Interagem e cooperam com o Sistema: órgãos e instituições,
governamentais ou não, de diversas áreas.
Entende-se por vigilância
sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à
saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção
e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde,
abrangendo:
I - o controle de bens
de consumo: todas as etapas e processos, da produção ao consumo;
II - o controle da prestação
de serviços;
(Lei 8080, Art 6º,
inciso I a, § 1º)
A fiscalização
sanitária atua sobre o mercado de produtos oferecidos à população de maneira a
identificar problemas e tomar ações que evitem ou minimizem os riscos à saúde. A
monitoração do mercado é realizada a partir de ações rotineiras de
fiscalização, de programas de monitoramento da qualidade de produtos e
principalmente a partir da recepção de queixas e denúncias envolvendo produtos
e empresas sujeitas à vigilância sanitária. A partir da ação fiscalizadora são
adotadas medidas sanitárias, como a retirada do mercado de produtos sem
registro, produtos falsificados, com desvio de qualidade ou comercializados por
empresas sem autorização da Agência. A responsabilidade pela fiscalização é
compartilhada com todo o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Além da questão
sanitária, há também a Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN), que constitui
atividade fundamental no âmbito do SUS e no contexto intra e intersetorial da
Segurança Alimentar e Nutricional. A VAN é composta por um conjunto de estratégias
da vigilância epidemiológica, que fornece dados sobre o perfil alimentar e
nutricional da população com o intuito de subsidiar decisões políticas voltadas
para a melhoria da situação de saúde. Na Atenção Básica, a VAN concretiza-se em
uma série de ações que subsidiam os diversos Sistemas de Informação disponíveis
no SUS, dentre os quais o principal é o Sistema de Vigilância Alimentar e
Nutricional - SISVAN. As informações oriundas do SISVAN devem apoiar o
planejamento, o acompanhamento e a avaliação de políticas e programas relacionados
à alimentação e nutrição, no âmbito da Atenção Básica à Saúde.
Desde janeiro de 2008,
o SISVAN está alocado numa plataforma informatizada denominada SISVAN-Web, um
sistema disponível via internet para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e
Equipes de Saúde da Família, para registro dos dados de acompanhamento do
estado nutricional e marcadores do consumo alimentar dos usuários da Atenção
Básica do SUS. Tais usuários procuram as UBS por demanda espontânea ou não
encaminhamento, podendo o registro ser feito para todas as fases do curso da
vida: crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.
De acordo com Coitinho et
al., "Os objetivos da VAN devem ser avaliar e monitorar o estado
nutricional dos diferentes grupos populacionais; as morbidades associadas aos
principais desvios nutricionais; as carências nutricionais específicas, como
aquelas relacionadas à vitamina A, ao ferro, ao iodo e à tiamina; a prática de
aleitamento materno e a introdução de alimentos complementares; a qualidade da
alimentação quanto ao consumo de energia, de macro e micro—nutrientes
(principalmente de vitamina A, ferro e iodo), e de grupos alimentares, como
frutas, verduras e legumes, gorduras, com destaque para as do tipo trans
e saturadas, sódio e açúcares livres".
No âmbito do SUS, a
Política Nacional de Alimentação e Nutrição e a Política Nacional de Promoção
da Saúde preveem ações específicas para a promoção da alimentação saudável. A
organização das ações de promoção da alimentação saudável na Atenção Básica
deve considerar os determinantes sociais da saúde, com a definição de ações
técnicas e políticas, de caráter amplo e intersetorial, que respondam às
necessidades de cada território, a partir de estratégias de articulação
transversal entre os diversos equipamentos públicos, sociais e a comunidade. As
ações, como algumas citadas no quadro abaixo, devem priorizar o desenvolvimento
de habilidades e competências que gerem empoderamento e autonomia dos
indivíduos, famílias e comunidades.
Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/

De fato o SUS, a vigilância sanitária e a vigilância alimentar e nutricional tem papel muito importante no combate à insegurança alimentar dentre as populações mais necessitadas. Dentre esses, destaca-se a atuação da Anvisa ( agência nacional de vigilância sanitária) que toma ações para promover saúde para população, como por exemplo: monitora a qualidade sanitária, regula a rotulagem dos alimentos, toma medidas legais caso encontre irregularidades em algum alimento ou no seu processo de produção, dentre outros.
ResponderExcluirFONTE:
http://www.anvisa.gov.br/alimentos/programa/objetivos.htm
O SUS realmente é um programa planejado com maestria. O seu funcionamento ideal e total não ocorre na prática, mas, ainda assim, ele consegue dar conta de muitas necessidades da população. Muito interessante aprender que a ANVISA é dos braços do sistema único de, e que, além de uma segurança sanitária existe também uma vigilância alimentar e nutricional (SISVAN). O SISVAN fornece dados sobre a condição nutricional da população e os fatores que a influenciam. Esses dados podem parar no sistema infomatizado do sistema e então ser acessado de qualquer navegador. Alguns pontos interessantes com relação a algumas medidas da ANVISA são os de permissão de certa "sujeiras", como a presença de fragmentos de pelos de rato, pedaços de insetos, areia, cinzas e até insetos inteiros.
ResponderExcluirFonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/03/1433155-anvisa-cria-regras-para-sujeira-tolerada-em-alimentos.shtml
A ANVISA, presente nas 03 esferas administrativas possui um papel muito nobre na fiscalização indispensável para assegurar a segurança alimentar dos indivíduos podendo atuar desde a industria alimentícia até a dispensação de Vitamina A em uma unidade básica de saúde realizado pela sala de vacina.
ResponderExcluirEmbora esta vitamina A, não apresente-se em alimentos e sim similar á um fármaco, consiste instrumento importante de segurança alimentar, visto que supre demandas da alimentação, sendo indispensável à visão, pele, evitar infecções, contribuir para o crescimento entre outras.
Quando relacionamos Atenção Básica e Segurança Alimentar logo imagina-se o SISVAN, que apresenta um instrumento de processamento de dados muito simples e eficiente!
Na prática o SISVAN está intimamente ligado ao Programa Bolsa Família, pois através do SISVAN, o estado nutricional e atualização de vacinas coletados no atendimento da atenção básica, mais necessariamente no acompanhamento do Bolsa Família, são condicionados ao benefício da família, assim, quando os indivíduos do grupo familiar que necessitam de acompanhamento/avaliação deixam de realizá-lo, o benefício é cortado, independente dos valores apresentados.
Em Teresina, há um Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA), que tem por objetivo formular e implementar políticas, planos programas e ações com vistas a assegurar o direito humano a alimentação adequada, garantindo os mecanismos para sua exeqüibilidade, vinculado a Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS).
Nesse contexto, é de extrema importância a interligação entre os diversos fragmentos sociais em busca da segurança alimentar, pois alguns órgãos específicos ou da "ponta" como a atenção básica, pode perceber vulnerabilidades de determinada família e encaminhar para a SEMTCAS tomar medidas cabíveis visando minimizar ou até mesmo eliminar estas vulnerabilidades.
FONTE:
http://www.portalpmt.teresina.pi.gov.br/noticia/Conselho-de-Seguranca-Alimentar-e-Nutricional-de-Teresina-realiza-primeira-reuniao-ordinaria/4775
O conceito de segurança alimentar que, anteriormente, era limitado ao abastecimento, na quantidade apropriada, foi ampliado, incorporando também o acesso universal aos alimentos, o aspecto nutricional e, consequentemente, as questões relativas à composição, à qualidade e ao aproveitamento biológico. Assim, no conjunto dos componentes de uma política nacional voltada para a segurança alimentar e nutricional, estão o crédito agrícola, inclusive o incentivo ao pequeno agricultor; a avaliação e a adoção de tecnologias agrícolas e industriais, os estoques estratégicos, o cooperativismo, a importação, o acesso, a distribuição, a conservação e o armazenamento de alimentos, o manejo sustentado dos recursos naturais, entre outros.
ResponderExcluirFonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnan.pdf
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ResponderExcluirA Vigilância Sanitária é indispensável para o pleno exercício do Sistema Único de Saúde.
ResponderExcluirMas...Quando chamar a Vigilância Sanitária?
A Vigilância Sanitária deve ser notificada sobre toda e qualquer irregularidade encontrada em Estabelecimentos que comercializam ou fabricam :
- Alimentos;
- Medicamentos;
- Produtos de higiene pessoal e limpeza;
- Hospitais, consultórios médicos, odontológicos, veterinários;
- Criadouro de animais.
Além disso, possui um trabalho constante, multisetorial e nas três esferas de governo, fiscalizando a qualidade e a implementação de medidas que garantam a segurança alimentar, conforme objetivo explícito deste blog.
Não obstante, há ainda a VAN (Vigilância Alimentar e Nutricional), responsável por avaliar e monitorar o estado nutricional dos diferentes grupos populacionais; as morbidades associadas aos principais desvios nutricionais; as carências nutricionais específicas, como aquelas relacionadas à vitamina A, ao ferro, ao iodo e à tiamina (Vit. do complexo B), por exemplo.
Através do SISVAN é possível analisar os registros dos dados de acompanhamento do estado nutricional e marcadores do consumo alimentar dos usuários da Atenção Básica do SUS, o que proporciona a formação de um traço característico acerca da segurança alimentar ou ausência desta, possibilitando a criação de estratégias que possam atuar de forma localizada nos determinantes negativos desta insegurança.
É necessário, pois, o fortalecimento dessas vigilâncias e desses sistemas que fornecem dados que poderão ser trabalhados pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS), facilitando um manejo mais humano e efetivo.
FONTE:
http://www.saude.teresina.pi.gov.br/vigilancia_sanitaria
http://portalses.saude.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2627%3Aacao-sistema-de-vigilancia-alimentar-e-nutricional-sisvan&Itemid=465
Os métodos dos quais o governo vem se utilizando para promover a saúde em âmbito nacional são extremamente validos, tanto na prevenção como acompanhamento da população que usa o Sistema Único de Saúde, a ANVISA como citado, exerce um papel fiscalizador, com relação ao produtos que podem ser autorizados a comercialização como alimentos e medicamentos e que possui um rígido crivo, fora a essas atribuições juntamente a estados e municípios executa a fiscalização, por meio de órgãos de vigilância sanitária, da conversão, exposição ou local onde esses alimentos são produzidos ou processados, ficando boa parte da responsabilidade de prevenção de doenças ou intoxicação que possam advir da alimentação ruim, ao seu cargo. O sistema de acompanhamento nutricional nacional apresentado, garante que a população possa ser submetida a um processo continuo de acompanhamento e que as três esferas de governo possam ter dados suficientes agregados, que permitem a ponderabilidade na adoção de políticas públicas voltadas para a alimentação.
ResponderExcluirComo dito anteriormente no post, alimentos trangênicos são aqueles geneticamente modificados para melhores adequações ao mercado consumidor.Porém,a aprovação duvidosa e fiscalização precária dos órgãos de controle permitem o crescimento da produção dos transgênicos, sendo
ResponderExcluirestes inseridos em nossa alimentação sem a exatidão dos riscos envolvidos a saúde e ao meio ambiente. A literatura infere possíveis
riscos causados, a longo prazo, pela ingestão dos transgênicos.
Os transgênicos atualmente utilizados podem gerar futuros problemas relacionado ao controle de insetos, que poderão criar resistência
às plantas geneticamente modificadas. Além de tudo, a transferência de genes entre as plantas diversas, pode resultar em possíveis
extinções nativas.
A política social é menosprezada com a imposição dos monopólios e subseqüentes lucros da indústria genética, que se apropriaram da
riqueza das variabilidades agrícolas desenvolvidas por países do terceiro mundo.
Apesar das tecnologias desenvolvidas para a manipulação de transgênicos, pouco se sabe a respeito dos malefícios a saúde e ao meio
ambiente. Além de todos os riscos, a fome mundial não será erradicada, uma vez que a origem problemática da mesma, não está na
falta de alimentos, mas na má distribuição de renda.